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Um DOIS

DÉCADA DOS OCEANOS

COMO A ARTE PODE REFLETIR E PRESERVAR A MEMÓRIA DOS OCEANOS E RIOS?

por MARCIO HARUM
30 de outubro de 2025
/ Número 7
DÉCADA DOS OCEANOS

Ilustração: Karipola

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Década dos Oceanos

Marcio Harum

A relação da arte com o meio aquático é intrínseca. A representação de mares, lagos e rios remonta imemorialmente desde os primórdios da expressão da humanidade. Nestes tempos de novas guerras, como na Ucrânia e Palestina, vemos a partir da iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), ser decretada no período entre 2021 e 2030, a Década dos Oceanos. Desta maneira, em escala global, a oceanografia entra em evidência no campo artístico da atualidade. As ciências oceânicas e os realizadores para o desenvolvimento sustentável destacam a importância de novos aplicativos tecnológicos para serviços, mecanismos e filtros que enderecem tentativas de esclarecimento dos macroproblemas dos oceanos ao grande público, seja em atividades públicas presenciais ou on-line. É por esta razão que temos presenciado manifestações culturais ao redor do mundo em favor dos mares e oceanos. Um sentido universalmente crítico vem orientando a criação de obras temáticas em arte, ciência, educação e tecnologia voltadas à sobrevivência das costas, junto de suas populações e culturas litorâneas. Artistas e cientistas buscam transformar o tema em um libelo acerca dos urgentes e difíceis desafios enfrentados pela vida nas águas dos mares e oceanos.

Um acontecimento emblemático recente e circunscrito à realidade de conscientização planetária na década dos oceanos foi a anunciação na COP 26, em Glasgow 2021, do desaparecimento de Tuvalu, um país insular de constituição independente, situado na Polinésia, Oceano Pacífico. Um arquipélago vulcânico formado por três ilhas de corais e seis atóis, com uma área de 26 km2, população de aproximadamente 12.000 habitantes, e que está sucumbindo gradualmente devido a elevação do nível do mar ocasionada por efeitos severos da crise climática. Encarando sua extinção, em 2022, tornou-se a primeira nação digital existente no metaverso.

Em consideração às drásticas alterações ambientais causadas pelas mudanças climáticas, com apresentação de trabalhos de 27 artistas, foi exibida publicamente entre 2023-24 a 1ª Mostra Nacional de Criptoarte no CCBB Rio de Janeiro e São Paulo, com foco nas prioridades da vida marinha e suas observações oceanográficas. Como uma parcela da geração pós-internet é afeita ao ativismo que a emergência climática diretamente a convoca, ao plasmar uma realidade de códigos programáveis criativamente, a exposição uniu esforços para representar esteticamente distintas tentativas de reversão do ciclo de declínio na saúde dos mares e oceanos. Ao se propor a divulgação de imagens de alerta sobre a redução da poluição e a conservação da biodiversidade e ecossistemas marinhos, marcaram presença na mostra, às vezes no modo phygital, um conjunto de aspectos poéticos e de denúncia em relação a preservação das marés, temperatura, correntes e paisagens marítimas, das mutações artificiais e ilhas de lixo geradas por microplásticos, dos recifes de corais que vêm sendo dizimados, do cabeamento submarino excessivo, dos terríveis processos destruidores de mineração e extrativismo que atentam constantemente contra a vida, a fauna e a flora marítimas (deep-sea mining), prevenção aos desastres naturais como tsunamis, acidentes ecológicos como vazamentos de cargas tóxicas, produtos químicos e petróleo, e igualmente a respeito do acolhimento de refugiados climáticos humanos e não humanos. A arte de hoje do capitaloceno tem que chegar junto para a sensibilização e conscientização acerca do planeta aqui e agora.

O AUTOR

Foto: Acervo pessoal

Marcio Harum

Marcio Harum desenvolve trabalhos na interseção entre curadoria, programas públicos, tecnologia e educação. Coordenou o Programa CCBB – Arte e Educação (2018–2020) e foi curador de artes visuais do CCSP (2012–2016). Realizou a mostra Década dos Oceanos (CCBB Rio e SP, 2023–24) e apresentou Uma Rede na Bienal SACO 1.1 (Chile, 2023). Curou a 2ª Bienal do Barro (Caruaru, 2019) e exposições como Via Aérea (Sesc Belenzinho, 2018), Transmigração (Caixa Cultural SP, 2016) e A Cidade, as Ruínas e Depois (Torre Malakoff, 2016). Também curou mostras no Peru e em Porto Alegre (2015) e foi consultor da plataforma Tropix (2021–22). Participa de comissões de importantes editais nacionais, como o 51º Salão de Santo André (2023–24) e o Panorama de Goiás (2024).

Tags: Marcio HarumOCEANOSRIOSUm DOIS
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