Revista Humanos
  • Home
  • Editorial
    • Sobre a Revista
    • Expediente
    • Edições para Download
    • Fale Conosco
  • Dossiê
  • Entrevistas
  • Bio ETC
  • Reportagem
  • Um DOIS
  • Em Rede
  • Futuros
  • Quadrinhando
  • Que CAPA
  • Conte-me um conto
  • De olho no Sesc
  • Home
  • Editorial
    • Sobre a Revista
    • Expediente
    • Edições para Download
    • Fale Conosco
  • Dossiê
  • Entrevistas
  • Bio ETC
  • Reportagem
  • Um DOIS
  • Em Rede
  • Futuros
  • Quadrinhando
  • Que CAPA
  • Conte-me um conto
  • De olho no Sesc
Revista Humanos
No Result
View All Result
Dossiê

MENSAGENS NO AR E NO SOLO

A INCRÍVEL REDE DE COMUNICAÇÃO DAS PLANTAS

por Luiz Eduardo Del Bem
13 de abril de 2026
/ Número 8
MENSAGENS NO AR E NO SOLO
Share on FacebookShare on TwitterShare on WhatsappShare on E-mail

A cada edição, um tema fascinante é apresentado ao leitor por meio de dez curiosidades surpreendentes. Prepare-se para descobrir fatos curiosos, histórias inesperadas e dados instigantes, todos ilustrados de maneira a dar vida a cada descoberta.

Quando pensamos em comunicação, raramente associamos a ideia com o mundo das plantas. No en-tanto, plantas são organismos incrivelmente complexos, capazes de se comunicar de maneiras surpreen-dentes e sofisticadas. Aqui, apresento algumas curiosidades sobre como as plantas trocam informações entre si e com o ambiente ao seu redor.

  1. Mensagens químicas contra predadores – Quando atacadas por herbívoros, como lagartas, algumas plantas liberam compostos voláteis que sinalizam o perigo para plantas vizinhas. Essa “advertência” leva as plantas ao redor a produzirem substâncias que tornam suas folhas menos atrativas aos predadores.
  1. Alerta para falta de água – Em condições de seca, certas espécies de plantas enviam sinais químicos para seus vizinhos. Esse tipo de “aviso” prepara outras plantas para reduzir a transpiração e economizar água, melhorando sua chance de sobrevivência em períodos de escassez hídrica.
  1. Comunicação via fungos – O que muitas vezes é chamado de “Wood Wide Web” descreve o sistema de comunicação que ocorre por meio das redes de micorrizas. Esses fungos se conectam às raízes das plantas, formando uma rede subterrânea pela qual as plantas trocam nutrientes e sinais de alerta sobre doenças e ataques de pragas.
  1. Apoio à próxima geração de plantas – Árvores mais antigas e bem-estabelecidas ajudam plantas jovens próximas, por meio do transporte de nutrientes através de suas raízes e das micorrizas. Essa conexão facilita o crescimento das mudas, que têm acesso a mais recursos do que conseguiriam sozinhas.
  1. Pedir socorro para insetos predadores – Algumas plantas emitem compostos voláteis para atrair predadores naturais dos herbívoros que as atacam. Por exemplo, plantas de tabaco liberam substâncias voláteis que atraem insetos predadores de ovos de lagartas herbívoras.
  1. Linguagem de raízes – Estudos mostraram que algumas plantas conseguem enviar sinais químicos específicos, por meio de suas raízes, para “informar” outras plantas sobre mudanças no solo, como o esgotamento de nutrientes. Assim, as plantas ajustam suas necessidades e evitam competição desnecessária.
  1. Sinais elétricos em situações de estresse – Embora as plantas não tenham sistemas nervosos como os animais, elas conseguem gerar sinais elétricos em resposta ao estresse, como ataques de herbívoros ou mudanças ambientais. Essas mensagens elétricas ajudam a coordenar a resposta de defesa em diferentes partes da planta.
  2. Comunicação entre espécies diferentes – Ainda que mais comum entre plantas da mesma espécie, já foi observado que plantas diferentes também conseguem comunicar-se. Em experimentos, plantas de feijão conseguiram alertar plantas de milho próximas sobre o ataque de pragas, permitindo que estas se preparassem contra os herbívoros.
  1. Percepção e resposta ao toque – Algumas plantas detectam e respondem ao toque de outras plantas. Um exemplo é o da planta trepadeira que ajusta seu crescimento ao encontrar outras plantas ou suportes, permitindo que ela alcance luz solar com mais eficiência.
  1. Memória e adaptação – Embora o conceito de memória seja geralmente associado a animais, algumas pesquisas sugerem que plantas conseguem “lembrar” de situações passadas de estresse, como períodos de seca, e respondem mais rapidamente em situações futuras semelhantes, ajustando seu metabolismo para uma maior eficiência.



QUEM É O AUTOR?

Luiz Eduardo Del Bem

Professor de Genômica e Evolução de Plantas no Departamento de Botânica do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Estuda a evolução do genoma das plantas e a origem das plantas terrestres a partir de comunidades de microalgas terrestres. Recentemente vem estudando o papel da transferência gênica horizontal de fungos e bactérias no surgimento das primeiras plantas.

 

 

 

 

 

 

 

FIQUE POR DENTRO

Saiba mais sobre palavras que podem parecer difíceis ou até ser conhecidas, mas cujos significados, muitas vezes, nos escapam. Trazemos explicações claras e interessantes para termos utilizados no DOSSIÊ que merecem uma atenção especial, ajudando você a expandir seu vocabulário e compreensão.

 

WOOD WIDE WEB
Essa expressão em inglês significa literalmente “teia ampla da floresta” e faz um trocadilho com World Wide Web (WWW), que é a rede mundial de computadores – a internet. A Wood Wide Web refere-se à rede subterrânea formada por fungos micorrízicos que conectam as raízes de diferentes plantas em um ecossistema. Assim como a internet conecta pessoas e dispositivos, essa rede fúngica permite a troca de nutrientes, água e sinais químicos entre plantas, criando uma “internet da floresta”.

EXSUDADOS RADICULARES
Diferentemente dos compostos voláteis, os exsudados radiculares são substâncias químicas liberadas pelas raízes diretamente no solo. Esses compostos influenciam o ambiente subterrâneo, ajudando na comunicação entre plantas vizinhas, na interação com fungos e bactérias e na absorção de nutrientes. São uma forma de “comunicação subterrânea” baseada em sinais químicos.

MICORRIZAS
São associações simbióticas entre raízes de plantas e fungos do solo. Nessa relação, os fungos ajudam as plantas a absorver nutrientes, como fósforo e nitrogênio, e, em troca, recebem açúcares produzidos pelas plantas. As micorrizas são essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas e possibilitam uma rede de trocas e informações entre diversas espécies vegetais.

COMPOSTOS VOLÁTEIS
São substâncias químicas liberadas pelas plantas na forma de gases que se espalham pelo ar. Esses compostos servem como sinais de alarme ou atração. Por exemplo, quando uma planta é atacada por um inseto, ela pode liberar compostos voláteis que alertam outras plantas próximas ou que atraem predadores naturais do inseto invasor. Eles atuam como uma “linguagem aérea” entre plantas e entre plantas e animais.

 

Tags: ecossistemas
Próximo Post
A FLORESTA QUE SE EXPANDE  E NOS ACONTECE

A FLORESTA QUE SE EXPANDE E NOS ACONTECE

Menu

  • Home
  • Editorial
    • Sobre a Revista
    • Expediente
    • Edições para Download
    • Fale Conosco
  • Dossiê
  • Entrevistas
  • Bio ETC
  • Reportagem
  • Um DOIS
  • Em Rede
  • Futuros
  • Quadrinhando
  • Que CAPA
  • Conte-me um conto
  • De olho no Sesc

Menu footer

Siga nossas redes

Instagram Facebook Youtube
No Result
View All Result
  • Home
  • Editorial
    • Sobre a Revista
    • Expediente
    • Edições para Download
    • Fale Conosco
  • Dossiê
  • Entrevistas
  • Bio ETC
  • Reportagem
  • Um DOIS
  • Em Rede
  • Futuros
  • Quadrinhando
  • Que CAPA
  • Conte-me um conto
  • De olho no Sesc