Revista Humanos
  • Home
  • Editorial
    • Sobre a Revista
    • Expediente
    • Edições para Download
    • Fale Conosco
  • Dossiê
  • Entrevistas
  • Bio ETC
  • Reportagem
  • Um DOIS
  • Em Rede
  • Futuros
  • Quadrinhando
  • Que CAPA
  • Conte-me um conto
  • De olho no Sesc
  • Home
  • Editorial
    • Sobre a Revista
    • Expediente
    • Edições para Download
    • Fale Conosco
  • Dossiê
  • Entrevistas
  • Bio ETC
  • Reportagem
  • Um DOIS
  • Em Rede
  • Futuros
  • Quadrinhando
  • Que CAPA
  • Conte-me um conto
  • De olho no Sesc
Revista Humanos
No Result
View All Result
Em REDE

CLAYTON CORRÊA GONÇALVES

BRASIL

por Humanos
3 de julho de 2024
/ Número 5
CLAYTON CORRÊA GONÇALVES

Crédito: Ilustração de Camilo Martins

A FORÇA MOTRIZ DO MOVIMENTO NEGRO NA CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA

LUCIANA BRITO

Share on FacebookShare on TwitterShare on WhatsappShare on E-mail

Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Maringá, mestre em Entomologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, doutor em Zoologia pelo Museu Nacional – UFRJ e com pós-doutorado em sistemática de cigarrinhas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 
O QUE TE FASCINA NA SUA PESQUISA?

Desde muito cedo, ainda na infância, eu era fascinado por animais, e sempre que eu ganhava algum presente, era sempre o mesmo pedido: animais de plástico. Ao entrar na faculdade de Biologia, a ideia era clara para mim, eu queria trabalhar com zoologia. Ao fim da graduação, calhou de ir fazer mestrado em entomologia, estudando insetos. Quando digo que sou entomólogo, vira e mexe alguém me pergunta o porquê de estudar insetos. E bem, a resposta fácil é que os insetos são incríveis! Há uma diversidade de formas, cores, tamanhos, ciclos de vida, ecologia etc. Os insetos são fundamentais para a vida que conhecemos hoje. Atualmente, nós conhecemos aproximadamente duas milhões de espécies de seres vivos, e mais da metade desse número são insetos. Esses seres possuem imensa importância, seja do ponto de vista positivo, atuando na polinização, ciclagem de nutrientes, produção de fármacos, na alimentação humana e animal, resolução de crimes; seja do ponto de vista prejudicial, como vetores de doenças e pragas agrícolas. Dito isso, as áreas de estudos em entomologia são inúmeras: estudo de biodiversidade, entomologia médica/veterinária, entomologia forense, estudos genéticos, controle biológico de pragas, bioindicadores ambientais etc.

Mas o que me fascina e me motiva na minha pesquisa é justamente essa vontade do ser humano em saber, o conhecimento pelo conhecimento. Quantas e quais espécies de determinado ser ocorrem em determinada região? Como é a biologia de tal espécie? De que forma esses seres evoluíram? Quais as relações entre as espécies e o ambiente? Essas são algumas perguntas que a gente tenta responder. Minha pesquisa, em todos esses anos fazendo ciência, é trabalhar com um grupo de insetos conhecidos como cigarrinhas (que são uns parentes menores e menos populares das cigarras), são pequenos insetos que vivem sobre as plantas, alimentando-se de seiva. Por conta disso, muitas espécies são consideradas pragas, pois causam injúrias às plantas e podem ser vetores de patógenos vegetais. A minha pesquisa é voltada para o estudo da biodiversidade das cigarrinhas, identificando as espécies, classificando-as, descrevendo-as, conhecendo a biologia, estudando de quais plantas hospedeiras determinada espécie se alimenta, levantando hipóteses evolutivas a fim de tentar compreender como e quando essas espécies se diversificaram etc. Para isso, além da parte laboratorial, de sentar e estudar os insetos detalhadamente com a ajuda de lupas e microscópios e dos testes e experimentos, há também muito trabalho de saídas de campo (afinal os insetos precisam ser coletados para serem estudados). Com isso, eu pude conhecer diferentes lugares do Brasil e exterior, me deparar com diferentes realidades e ecossistemas. Além disso, ao encontrar uma espécie desconhecida e ser o primeiro a estudá-la e descrevê-la, é sempre um momento de grande entusiasmo, afinal é você que vai apresentar essa espécie para o mundo e dar a ela um nome, um nome científico, e esse nome será único, independentemente da língua ou idioma, será o mesmo nome, transcendendo as diferenças linguísticas, e isso é muito legal. Por fim, estamos vivendo em um período de grande crise ambiental, não conseguimos mensurar, mas sabemos que espécies estão sendo extintas o tempo todo, em decorrência de diversos fatores. E tentar ao menos conhecê-las e registrá-las é o que mais me impulsiona a fazer o que eu faço.

Ilustração: Camilo Martins
Tags: Clayton Corrêa GonçalvesEm redePesquisa
Próximo Post
LUCIANA BRITO

LUCIANA BRITO

Em REDE

PESQUISADORES AO REDOR DO MUNDO

30 de outubro de 2025
Em REDE

ARTUR COSTA

24 de julho de 2025

Menu

  • Home
  • Editorial
    • Sobre a Revista
    • Expediente
    • Edições para Download
    • Fale Conosco
  • Dossiê
  • Entrevistas
  • Bio ETC
  • Reportagem
  • Um DOIS
  • Em Rede
  • Futuros
  • Quadrinhando
  • Que CAPA
  • Conte-me um conto
  • De olho no Sesc

Menu footer

Siga nossas redes

Instagram Facebook Youtube
No Result
View All Result
  • Home
  • Editorial
    • Sobre a Revista
    • Expediente
    • Edições para Download
    • Fale Conosco
  • Dossiê
  • Entrevistas
  • Bio ETC
  • Reportagem
  • Um DOIS
  • Em Rede
  • Futuros
  • Quadrinhando
  • Que CAPA
  • Conte-me um conto
  • De olho no Sesc