Édoutoranda em química pelo Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGQ-UFRGS), mestra em Ciência dos Materiais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2023/PPGCIMAT-UFRGS) e bacharel em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2021/EBA-UFRJ). Possui especialização de nível técnico em polímeros pelo Instituto de Macromoléculas Eloísa Mano da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2021/IMA-UFRJ). Pesquisa o campo da conservação de materiais poliméricos sintéticos e semissintéticos em acervos culturais brasileiros. Atuou na ação de resgates emergenciais e tratamento de acervos atingidos pela enchente de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. Atualmente realiza serviços para instituições gaúchas e acervos particulares.
O QUE TE FASCINA NA SUA PESQUISA?
Foi minha orientadora do trabalho de conclusão de curso da graduação que sugeriu que eu pesquisasse a conservação de materiais poliméricos sintéticos em acervos. Em termos mais simples, plásticos. Desde sempre gostei muito de plásticos, especificamente. Frequento museus desde pequena, e lembro como me atraíam as obras mais coloridas feitas de materiais plásticos. É até engraçado eu mesma não ter pensado nisso na hora de escolher um tema. Como fiz a escrita durante o primeiro ano da pandemia, tive muito tempo para pesquisar à vontade. Isso me permitiu me aprofundar no campo acadêmico de pesquisas com materiais plásticos na área do patrimônio cultural, o que me fez descobrir as diversas possibilidades de investigação, como também a falta de conhecimento tanto do público geral, quanto de pessoas do meio, da existência de plásticos em acervos. Brenda Keneghan chegou a cunhar a expressão “plastic-denial syndrome” (síndrome de negação de plásticos), ao se deparar com responsáveis de acervos que garantiam não possuir materiais plásticos em suas coleções, e que ficavam chocados ao descobrir que, sim, eles estavam lá.
Plásticos existem e fazem parte do nosso cotidiano há quase dois séculos, e, assim, adentraram nos acervos da mesma forma que qualquer outro material por nós utilizado. Pesquisar plásticos me fascina porque ao mesmo tempo me encontro em contato com esses materiais (no plural, plástico é um termo genérico, mas existem diversos tipos) que tanto me atraíam e atraem; e tenho ferramentas para desenvolver pesquisas com o objetivo de sua preservação. Me fascina tanto que gosto de brincar que inventei meu mestrado, ao propor desenvolver pesquisa em uma área que não era pesquisada no programa de pós-graduação que ingressei na época.

