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Um DOIS

AS PLANTAS E MINHA COMPREENSÃO COLETIVA DE MUNDO

por ROSY ISAIAS
15 de abril de 2026
/ Número 8
AS PLANTAS E MINHA COMPREENSÃO COLETIVA DE MUNDO

Ilustração: Karipola

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COMO VOCÊ VÊ A CONTRIBUIÇÃO DAS CONEXÕES INVISÍVEIS DAS FLORESTAS PARA NOSSA COMPREENSÃO COLETIVA DE MUNDO?

Ilustração: Karipola

Como Botânica que sou, vejo o mundo repleto de plantas. Plantas são seres silenciosos se comparadas aos animais, não se deslocam, não correm. Seus sons e movimentos são extremamente sutis, o que não quer dizer que não se comuniquem, se conectem com a microbiota, com os animais e com as plantas ao seu redor. Uma floresta é um ambiente rico em interações que ocorrem por sinais químicos. E tem mais, mesmo sem se moverem, as plantas têm um grande poder de adaptação, mutação e transformação. Uma floresta parece silenciosa, mas toda a vida vegetal pulsa, se comunica no solo com plantas distantes, contando com pontes formadas por fungos. Suas partes aéreas interagem com outras plantas e animais por meio da emissão de voláteis que atraem estes últimos, mas também os repelem. Toda a vida autótrofa, ou seja, a nossa, a vida animal, depende das plantas e esses seres silenciosos seguem com grande poder de interconexão e controle da vida na Terra. Nossa civilização tem uma dependência total das plantas para alimentação, vestuário, mobiliário, medicamentos e cosméticos, somente para citar alguns exemplos. Mas nos damos conta disso? Ou seguimos como se todos os seres estivessem aqui para nos servir.

A sinalização planta e demais organismos terrestres ocorre por meio de uma orquestra de metabólitos que em cascata comandam uma ampla rede de interações. A percepção falha desta rede nos leva a falhar no entendimento de nossa dependência e na atuação mais coletiva e menos individualista, não somente como indivíduos, mas como espécie. Temos muito a aprender com as civilizações ancestrais que têm uma outra percepção e forma de interagir com as florestas, mas vivemos um conflito entre preservar as múltiplas histórias ancestrais e avançar numa perspectiva cada vez mais tecnológica. Estar em silêncio, estabelecer conexões, entender que não vivemos sem um subproduto básico da vida dos seres clorofilados, o oxigênio; entender que temos ao nosso redor filtros naturais – as plantas – pelos quais a água passa e é devolvida ao ambiente limpa e capaz de nos hidratar, é vital para aprimorar nossa visão coletiva de mundo.

Na minha atuação enquanto docente e pesquisadora, procuro entender como as plantas interagem com organismos, os galhadores, que as parasitam e conseguem manipular suas células e tecidos para obter alimento e proteção. Busco, com os conhecimentos gerados e nos espaços coletivos de sala de aula e laboratório, levar aos biólogos em formação uma visão mais integrativa dos processos imperceptíveis que permitem estas interações e que não são visualizados por quem visita de forma recreativa uma área verde. Como biólogos, discutimos o respeito às diversas formas de vida como algo que precisa ser introjetado no nosso cotidiano, para que tenhamos a missão de ampliar nos Homo sapiens ao nosso redor, o potencial que a percepção ampliada sobre as plantas e a interconexão com elas pode aprimorar nossos argumentos conservacionistas em prol de um ambiente mais saudável, na perspectiva da saúde única.

A AUTORA

Foto: Acervo pessoal

ROSY ISAIAS

Mulher, negra, nascida em Nilópolis (RJ), cidade mais conhecida pela sua Escola de Samba, a Beija-Flor de Nilópolis. Mãe da Kelly, da Kathlen e da Marina, Bióloga de formação, uma professora que faz pesquisa por opção. Iniciou na docência lecionando língua inglesa, pisou o chão da escola lecionando Ciências e Biologia.
Acredita na força do aquilombamento e, por isso, se juntou às Black Women in Ecology, Evolution and Marine Science (BWEEMS). Faz crochê loucamente e canta lindamente no Coral Cantáridas do ICB/UFMG.

Tags: árvoresFLORESTAgalhadoresROSY ISAIASUm DOISWood Wide Web

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