Revista Humanos
  • Home
  • Editorial
    • Sobre a Revista
    • Expediente
    • Edições para Download
    • Fale Conosco
  • Dossiê
  • Entrevistas
  • Bio ETC
  • Reportagem
  • Um DOIS
  • Em Rede
  • Futuros
  • Quadrinhando
  • Que CAPA
  • Conte-me um conto
  • De olho no Sesc
  • Home
  • Editorial
    • Sobre a Revista
    • Expediente
    • Edições para Download
    • Fale Conosco
  • Dossiê
  • Entrevistas
  • Bio ETC
  • Reportagem
  • Um DOIS
  • Em Rede
  • Futuros
  • Quadrinhando
  • Que CAPA
  • Conte-me um conto
  • De olho no Sesc
Revista Humanos
No Result
View All Result
Um DOIS

QUAL É O SEU PONTO DE VISTA QUANTO ÀS DISCUSSÕES CONTEMPORÂNEAS SOBRE FUNGOS?

Hadna Abreu

por Hadna Abreu
24 de julho de 2025
/ Número 6
Share on FacebookShare on TwitterShare on WhatsappShare on E-mail

Ao refletir sobre a percepção atual dos fungos, recordei meu primeiro contato com eles. Em 14 de maio de 2014, precisei encomendar uma tela em uma molduraria no centro histórico de Manaus. Enquanto discutia as dimensões, meu celular tocou. Uma voz feminina disse: “Oi, Hadna, estou na frente do seu ateliê!” Senti um frio na espinha, pois estava a quilômetros de distância. Respirei fundo e admiti: “Noemia! Nossa! Esqueci da nossa reunião”. Mesmo com a situação desajeitada, prometi chegar em 10 minutos. Corri e peguei o primeiro táxi. Ao encontrar Noemia, uma mulher de meia-idade com traços japoneses e visivelmente desapontada com meu lapso, felizmente conseguimos conectar nossas ideias e habilidades mesmo assim. Eu estava diante da renomada pesquisadora de cogumelos do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), dra. Noemia Ishikawa Kazue. Esse encontro transformou minha trajetória pessoal e profissional.

“Olhar a floresta de baixo para cima”, ou melhor, “de baixo para baixo” – essas são algumas das frases de Noemia Kazue sobre o modo como vemos o que está à nossa volta e, principalmente, a forma como pensamos a vida. Passados 10 anos de convivência com ela, cada vez mais emergindo neste assunto, consigo perceber a crescente procura, fascinação e curiosidade sobre os bastidores da micologia. Pesquisadores têm influenciado projetos inovadores além de artigos científicos. Ao caminhar pela floresta Amazônica e encontrar uma formiga-zumbi, esse fenômeno inspira criações como a série The Last of Us ou a música “Luzes da Floresta”, de Ellen Fernandes, que transporta os ouvintes para uma Amazônia noturna com fungos bioluminescentes. Os conhecimentos dos indígenas Yanomami, que complementam sua alimentação com cogumelos comestíveis da Amazônia, agora estão presentes em pratos da chef Débora Shornik. Os fungos nos ensinam com suas múltiplas relações e nos ajudam a enxergar novas perspectivas. O mundo está cada vez mais interessado em compreender “A Trama da Vida”, proposta no livro de Merlin Sheldrake. Pesquisadores de diversas áreas, como arte, alimentação, medicina, jornalismo, turismo, tecnologias, filosofia, design, moda e empreendedorismo, ficam instigados ao conhecer a interação dos fungos com plantas, animais e até mesmo fenômenos climáticos.

Basta um fio de micélio para nunca mais se ver a vida como de costume. Não é só ciência, não é apenas sobre cogumelos. Há uma inteligência natural bem próxima dos nossos pés, renovando a vida incansavelmente. Os fungos estão no ar. Eles estão interagindo com você neste exato momento. Mesmo invisíveis, se fazem necessários. Conhecer o mundo fungi é essencial para compreender como vivemos. A floresta, nossa grande Matrix, ainda que milenar, tem a internet mais veloz do mundo. Portanto, caso você receba o chamado para conhecer mais sobre esses organismos, ainda que não esteja preparado e se veja distante do assunto, não adie este encontro, pegue o primeiro táxi que passar e conecte-se a esta extraordinária teia de saberes.

 

Ilustração: Karipola

 

A AUTORA

Foto: Anna Loy de Abreu

Hadna Abreu
Nasceu em 1989 na cidade de Manaus, Amazonas. Graduada em Artes Visuais na Universidade Federal do Amazonas, dedica-se ao desenvolvimento de ilustrações, exposições, curadoria e gestão cultural.

Como ilustradora e artista visual desenvolveu trabalhos nas publicações: Embaúba: Uma Árvore e muitas vidas (2016); Cogumelos: Enciclopédia dos Alimentos Yanomami (Sanöma) (2016); Peixes, Crustáceos e Moluscos: Enciclopédia dos Alimentos Yanomami (2016); Brilhos na Floresta (2019); Puu naki thëãoni: o conhecimento Yanomani sobre abelhas (2021); Exposição Amazônia ao Cubo (2021); 100 primeiros dias de governo: propostas para uma agenda integrada das Amazônias (2022); Cartilha Micélio – Sumaúma Jornalismo (2023); Proposta Para as Amazônias: Uma Abordagem Integradora – Uma Concertação pela Amazônia (2023). Recentemente ilustrou o projeto “mais-que-humanes” – Sumaúma Jornalismo (2023).

FONTES

Referências citadas no texto para embarcar nesta jornada na Amazônia:
• Noemia Kazue: https://www.youtube.com/watch?v=euikTbDziXE
• Livro Brilhos da Floresta: https://ppbio.inpa.gov.br/Livros/Brilhos_na_Floresta
• Ellen Fernandes: https://www.youtube.com/watch?v=jikrb6RAGWI
• Cogumelos Yanomami: https://acervo.socioambiental.org/sites/default/files/publications/YAL00024.pdf
• D é b o r a S h o r n i k : h t t p s : // r o g e r i o p i n a .com/202 1 / 03 / 1 2 /caxiri-lanca-risoto-com-cogumelo-yanomami/

Tags: Biodiversidade amazônicabioluminescentesCogumelos YanomamiDiversidade fúngicaFungosHadna AbreuInterdisciplinaridade científicaMicologiaNoemia Ishikawa KazueNomenclatura fúngicaumDOIS
Próximo Post

FUNGOS: DE ONDE VÊM, O QUE COMEM E ONDE VIVEM?

Menu

  • Home
  • Editorial
    • Sobre a Revista
    • Expediente
    • Edições para Download
    • Fale Conosco
  • Dossiê
  • Entrevistas
  • Bio ETC
  • Reportagem
  • Um DOIS
  • Em Rede
  • Futuros
  • Quadrinhando
  • Que CAPA
  • Conte-me um conto
  • De olho no Sesc

Menu footer

Siga nossas redes

Instagram Facebook Youtube
No Result
View All Result
  • Home
  • Editorial
    • Sobre a Revista
    • Expediente
    • Edições para Download
    • Fale Conosco
  • Dossiê
  • Entrevistas
  • Bio ETC
  • Reportagem
  • Um DOIS
  • Em Rede
  • Futuros
  • Quadrinhando
  • Que CAPA
  • Conte-me um conto
  • De olho no Sesc